Escola do Legislativo inicia parceria com Escola Estadual Ernesto Dornelles

 

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli em parceria com a Escola Estadual Ernesto Dorneles, realiza no próximo dia 11 de novembro, às  11h, na Sala Moacyr Scliar do Memorial do RS, dentro de sua programação na Feira do Livro, uma edição extra de seu projeto Clube de Leitura.

O projeto da ELJB promove a leitura e debate sobre obras  e autores e já realizou a leitura da obra de Byung Chul Han, Sobre o Poder ( https://escola.camarapoa.rs.gov.br/?p=3575). Agora terá edição especial dedicada a autores que estarão presentes na Feira do Livro.

O primeiro  convidado é  Huamani Esmério,  da obra Política Ambiental da Educação  e o segundo é Carlos Alberto Soares, autor de Procurando Vestígios.  A iniciativa é decorrente do projeto Maratona da Escola, que em setembro, mês de aniversário da ELJB, procurou escolas da capital para o desenvolvimento de projetos (https://escola.camarapoa.rs.gov.br/?p=3804), entre elas a Escola Estadual Ernesto Dorneles, que sugeriu a iniciativa.

A ideia da iniciativa é aproximar a Câmara Municipal desta escola, localizada nas proximidades do legislativo, para que seus alunos participem dos projetos da ação educativa da Casa. Para isso, a Escola do Legislativo solicitou espaço extra na Feira do Livro para integrar autores convidados pelo projeto Clube de Leitura na sua programação na Feira,  além dos dias previamente cedidos para organização da ação educativa, o que foi atendido pela coordenação da Feira. A atividade tem entrada franca.

Sobre os autores e obras

Huamani Esmério é historiador e professor da Escola Ernesto Dorneles. Autor de Política Ambiental de Educação, a obra apresenta trajetórias, avanços e limites em processo de construção de Política Ambiental de Educação. Esse processo de formação continuada assegurou também a participação da comunidade escolar, apresentando contribuições, mesmo considerando a continuidade e descontinuidade das políticas públicas. Para Esmério, os educadores se formam e se transformam em educadores ambientais, construindo e se constituindo em uma teia de representações, produzindo um movimento permanente de procura, questionamentos e reflexão-ação na construção de um saber ambiental e de uma educação ambiental dialógica, crítica, política e de intervenção. A educação ambiental, em sintonia com a educação freireana na perspectiva da geração de ambiências, possibilita uma ampliação dos trânsitos pela multiplicidade dos saberes. Essa práxis, pesquisa e análise deve ajudar a clarificar este apaixonante campo da educação e todos os envolvidos nesta tarefa sublime de educar e educar-se mediatizados pelo mundo. Esse livro oferece caminhos ao fazer pedagógico cotidiano, na perspectiva da constituição do eco-cidadão planetário, capaz de construir novas éticas, percebendo a Terra como única comunidade.

Carlos Alberto Soares é contabilista e atua junto ao refeitório da Escola Ernesto Dorneles. Autor de Procurando vestígios,  a obra é composta por poesias românticas que falam do dia a dia do ser. O autor deixa clara sua visão diferenciada e observa os detalhes nas relações pessoais e políticas. Através das palavras poéticas, busca demonstrar que o ser é e pode ser transformador. “Hoje é um dia muito emocionante. Estar aqui com os alunos, meus colegas e minha família é muito gratificante. Escrever é um ato solitário, mas que se transforma em fatos universais, pois pode mudar a si e ao ambiente em que se vive”, observa Soares.

 

 

 

Escola do Legislativo publica nota sobre a necessidade de paz

A Escola do Legislativo, órgão educativo da Câmara Municipal, divulga sua nota em defesa da democracia e defesa da paz para se somar  as manifestações pelo retorno da normalidade em nosso país, estado e cidade após o segundo turno das eleições. Faz isso porque entre seus objetivos de ensino está a defesa do respeito à Constituição, a educação para a paz, a defesa da democracia e do papel que cumprem nesse processo as Câmaras Municipais.

É que para isso é preciso fazereste registro, dirigir-se humildemente a seu corpo de servidores e vereadores com um apelo à paz. Com 15 anos de história, a ELJB completará 16 anos, idade em que já é possivel votar, já é possível manifestar-se politicamente para a defesa do bem comum. Às vésperas de completar 250 anos, a Câmara Municipal sempre defendeu a democracia na cidade. É a maior instituição legislativa municipal da cidade e do estado e sempre foi garantidora do cumprimento da missão que lhe é atribuida pela Lei Orgânica, a de ser a guardiã do Estado democrático de Direito, onde a ELJB nestes 15 anos, espera ter humildemente colaborado.

Grandes Vereadores fizeram parte de sua história nessa missão, à esquerda e a direita do espectro político, como Glênio Peres e João Dib. Essa herança é a de notáveis homens públicos que colocaram em primeiro lugar o interesse da sociedade acima dos interesses partidários, a defesa da harmonia e respeito à divisão dos poderes locais,  defendendo o republicanismo, os direitos sociais e o modelo federativo, responsabilidade compartilhada por esta Escola em seus conteúdos de ensino.

O papel da Escola do Legislativo desde o inicio destas eleições foi disseminar informações à sociedade e a seus atores sobre a importância da defesa da democracia, de que cada voto tem  sua importância, da importância de todos participarem do processo eleitoral com respeito. A ELJB não é apoiadora ou opositora de governos, partidos ou candidatos. Sua autonomia está na defesa de um projeto político pedagógico baseado em princípios da democracia, da ética  e da intransigente defesa do Estado Democrático de Direito através do ensino.

Como escola, defendemos e protegemos a democracia através de nossa agenda de ensino. Temos orgulho e confiança em nossos vereadores, que terão a sabedoria que iluminou os grandes vereadores do passado na defesa do resultado das eleições, do sistema eleitoral para lutar em seus mandatos para trazer paz a sociedade baseado em valores de justiça, respeito à Constituição e defesa do bem comum.

A Escola entende que agora, cada vereador  é também um educador, um educador para a tolerância. As redes sociais ensinaram a uma geração de cidadãos os prazeres da intolerância:  sem distância que as comunicações instantâneas de whatssapp promovem, foi eliminado um valor essencial necessário para o convívio social, o respeito. A internet colabora para o fim do respeito; o diálogo e a conversa olho no olho que os vereadores fazem com seus eleitores o fortalece. Sem respeito, nos tornamos intolerantes, convictos de que as únicas verdades são as nossas, efeitos das bolhas de um lado a outro do espectro politico. Os vereadores tem o privilégio neste momento de ensinarem, por suas falas e ações, a sociedade as virtudes do respeito.

É preciso mais uma vez retomar as artes da política, a sabedoria da política que os vereadores alimentam e que é saber como tolerar as opiniões contrárias as suas. A tolerância não é uma fraqueza, é uma virtude. Ensinar a tolerar as opiniões contrárias é uma atitude sábia desejável neste momento, pois podemos tolerar opiniões diferentes, mas atitudes de racismo, a violência e homofobia não. O intolerante acha que o outro é inferior, o tolerante quer afirmar a igualdade de todos. Esta Escola se dirige a todos para sugerir a importância da adoção de uma postura mais racional e menos fanática diante das opções políticas, mais tolerante de lado a lado com as diferenças, de que cabe a realização sempre frente a ideias diferentes, o amplo debate público sobre ideias com o respeito necessário entre os interlocutores.

Esta Escola sonha em poder participar de um mundo em que o Legislativo possa oferecer a sua comunidade as respostas que estão nas perguntas que hoje ocupam a mente de todos: o que se deve fazer, o que se pode ou não tolerar, o que vale a pena discutir e deliberar? As formas de chegar a concessões é a arte da política, é seu grande valor, e neste momento ele só pode ser feito através do envolvimento de todos em uma cultura de paz que nossos grandes vereadores sempre defenderam e que temos a certeza de que continuarão  a  fazê-lo. A Escola imagina o tema da tolerância sendo discutido por seus vereadores com propriedade,  por seus servidores engajados em seu trabalho e pelos cidadãos que participam da vida do legislativo.

Não é tempo de procurar o conflito, é tempo de procurar a paz. Os vereadores são os melhores atores sociais para esta missão, pois estão perto dos cidadãos, são capazes de apaziguar os seus ânimos e da ter neste momento a sabedoria de apontar que os pontos comuns de nossas crenças são mais importantes que nossas diferenças.  Com estas eleições, mais uma vez, descobrimos que precisamos aprender a conviver uns com os outros. Que precisamos de paz. Mas também da boa política.

Sabemos que o que temos adiante não é fácil. A vida cotidiana é dominada pela competição, inclusive na política. Por esta razão, talvez seja importante nesse momento, além de recuperar as virtudes da paz e da tolerância, recuperar também o  valor da amizade. Existe amizade depois destas eleições? Antes, pessoas de partidos diferentes podiam ser amigas,  depois, a amizade passou a ser utilitarista até quase desaparecer.  Acreditamos que a amizade continua a ser um componente da vida pública. Mais do que uma qualidade interpessoal, a amizade é uma qualidade comunitária, basta lembrar o ideal de Epicuro, o filósofo da antiguidade para quem a cidade era uma comunidade de amigos que se conduziriam pela vida com sabedoria e perfeição.

Como Epicuro chegou a essa concepção? Porque ele definia sua noção de amizade a partir de outra, a fraternidade. Ela é esse sentimento de amor entre irmãos, exatamente como a política deveria ser, o lugar do nascimento de movimentos de vínculos fortíssimos e amizade e de ideal de desenvolvimento local. Vimos que recentemente, ao contrário, a política transformou amigos em inimigos, dividiu famílias, colocou servidores em campos opostos. Isso tem de acabar. Por isso cabe aos atores políticos também a defesa da virtude da amizade contra o egoísmo, as vantagens da solidariedade contra o individualismo e a nós, servidores, o engajamento em processos para a melhoria das relações de trabalho. Os grandes políticos locais sempre foram aqueles que defenderam o igualitarismo, o respeito, que se opõe ao que se reconhece a luta entre o bem e o mal. Os servidores devem acompanhar esse ideal, hoje, todos devemos nos  unir em um projeto para a paz.

É portanto, mais uma vez, hora de retomarmos a normalidade democrática baseado em bons valores, missão de vereadores sábios, e da boa educação, missão que essa Escola humildemente procura atingir. Devemos fazer isso por nós e pelas crianças que sonham com um mundo melhor.

 

 

 

Escola do Legislativo publica mensagem pela passagem do dia do servidor público

Elson Sempé Pedroso é servidor da Câmara e professor da Escola.

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli vem a público manifestar sua homenagem aos servidores da Câmara Municipal de Porto Alegre pela passagem do Dia do Servidor Público, comemorado no dia de hoje. Para esta Escola, esta é uma data que deve ser lembrada, sempre. Nem sempre isso ocorre devido as forças sociais que lutam pelo desmonte do serviço público, que alimentam uma imagem negativa deste trabalho com o objetivo de romper a ligação entre os servidores do estado e seus cidadãos.

No âmbito da administração da Câmara Municipal, a Escola do Legislativo manifesta a valorização que tem de seus servidores. Ela os reconhece como o elo de ligação fundamental entre o parlamento e a sociedade, pois sua função principal é dar condições para o exercício da função legislativa, o que inclui não apenas a organização do modo como o parlamento produz as leis, mas também os inúmeros projetos com os quais se relaciona com a sociedade. Milhares de cidadãos visitam o parlamento de Porto Alegre todos os anos e encontram por seus corredores e seções servidores qualificados para atende-los, acompanha-los aos seus setores e gabinetes de interesse, atender suas necessidades. Para as funções do legislativo na modernidade, foram os servidores da Casa que investiram seu tempo e dedicação para a descoberta de soluções para a rotina do trabalho legislativo, para a dinamização da relação entre os vereadores e a sociedade. Sejam servidores efetivos ou concursados, a Escola do Legislativo reconhece todos como a peça fundamental para garantir o funcionamento do legislativo,  o que exige  de cada servidor a compreensão das diretrizes e políticas de seu trabalho. É preciso reconhecer, mais uma vez, que o legislativo conta com servidores que realizam seu trabalho com grande dignidade, com grande qualidade, pois possuem conhecimentos específicos de sua função, possuem motivação profissional, o que é parte integrante da eficácia da prestação de seus serviços.

Os servidores de hoje da Câmara Municipal herdam o legado da história da instituição. Em Porto Alegre, o serviço público iniciou com a transferência da Câmara Municipal de Viamão para Porto Alegre, o que trouxe os primeiros servidores do legislativo que se envolveram nas ações para a melhoria da cidade colonial em 1773. Desde suas origens o servidor foi importante para o trabalho da Câmara Municipal, e o próprio historiador Sergio da Costa Franco, recentemente falecido, lembrava que cada um dos anais da Câmara revelava o estilo de seus escritores, servidores públicos responsáveis por sua redação. Ele reconhecia que cada um deles contribuia com a alma do parlamento, o desejo de resolver o problema do comum. Nesse sentido, os servidores atuais herdam o legado do período colonial e imperial na organização do trabalho legislativo contemporâneo, no vínculo do trabalho entre servidores e vereadores. Este é ainda um período inicial, onde o parlamento exercia funções legislativas e executivas, razão pela qual os vereadores tinham o direito de conferir cargos,  nomear servidores,responsáveis, por exemplo, pelos recebimento de impostos e contribuições.

A proclamação da República fortaleceu os servidores da Câmara Municipal. A separação entre poder legislativo e poder executivo colaborou na especialização das funções de seus servidores, e aos poucos, o funcionalismo público local foi sendo regularizado, direitos estabelecidos e a luta dos servidores por melhores condições de trabalho começa a dar resultados.  A Lei Orgânica, e após ela, o Estatuto do Funcionalismo Público, veio regular os direitos e deveres dos servidores, documentos que possuem ampla participação dos vereadores em sua elaboração, razão a mais para afirmar que, nos anos 80, quando tais documentos são consolidados, consagra-se o servidor público como trabalhador fundamental da cidade. Nesta época, os vereadores, como Gládis Mantelli, colaboraram na elaboração de documentos sínteses das conquistas dos servidores, uma geração que soube reconhecer que, para fazer seu trabalho melhor, valorizar o servidor é essencial. É essa a lição dessa geração de vereadores para a atual, de que servidores importam para uma Câmara.

As vezes a data do servidor público passa batido, especialmente quando é numa sexta-feira, quando um feriado foi transferido. Mas a data não serve justificar um feriado, ela serve para a construção da memória de uma categoria, para ela atualizar para si própria seu significado.  Em seu trabalho diário, a Escola do Legislativo reconhece o valor de seus servidores, dedica a eles parcela importante de sua programação de cursos e integra-os em seu quadro de professores. Faz isto como Escola, reconhecendo o valor do conhecimento acumulado por cada servidor em sua trajetória, capital cultural de valor inestimável para a instituição e luta para que os servidores professores de seu quadro sejam também valorizados como todos os demais. Para a Escola do Legislativo,  cada servidor é um potencial professor, da função mais simples a mais complexa, cada servidor constrói ao longo de sua carreira uma notável base de conhecimentos. E esses conhecimentos são objeto de transmissão, dignos de fazerem parte dos cursos desta Escola. Se esta escola não consegue fazer isso, pede desculpas porque deve-se aos limites de seus servidores, como de todos os demais. Mas a Escola vem a público para homenagear os servidores da Câmara Municipal em sua data, manifestar que se associa às políticas públicas que o valorizam e que seus integrantes se posicionam contrários as políticas públicas que os desvalorizam,  entendendo que a natureza do poder público é diversa da natureza do mercado. Faz isso porque é Escola,  que seu papel é também conscientizar os servidores de que são uma categoria social  importante nos tempos que passam que, como dizia o vereador Brochado da Rocha nos anos 80, “são tempos bicudos” mas que ainda valem a pena viver.

Um feliz dia dos servidores públicos para todos os funcionários da Câmara é o desejo da Escola do legislativo Julieta Battistioli nesta data.

NEPIE/UFRGS E ESCOLA DO LEGISLATIVO DISCUTEM INCLUSÃO NO ESPAÇO DO LEGISLATIVO

Equipe do NEPIE/UFRGS.

Na manhã desta quinta-feira, o Coordenador de Cursos da Escola do Legislativo Julieta Battistioli Jorge Barcellos reuniu-se com a Coordenadora do Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar NEPIE/UFRGS, a Profa. Cláudia Rodrigues de Freitas.  O objetivo foi dar continuidade as atividades da ELJB no campo das políticas da inclusão no interior da Câmara MunicIpial. Barcellos relatou os avanços das políticas de inclusão do parlamento, como o aumento do número de estagiários do Programa de Trabalho Educativo da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, bem como atividades realizadas em parceria com aquele programa, como a palestra realizada pela Dra. Rosa Harzheim sobre sexualidade na adolescência (informações aqui) . Cláudia Freitas relatou as origens do NIEPIE, as experiências de produção de produtos de acessibilidade a partir da experiência internacional.

Após o debate, ficou acertado que a ELJB entrará em contato com a FADERS para tratar da fundamentação legal para a futura elaboração de um projeto de acessibilidade a ser apresentado à Mesa Diretora da Câmara Municipal por ocasião das comemorações dos 250 anos da Casa. Além disso, ficou combinada uma visita de integrantes do Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar da UFRGS para elaboração de sugestões relativas ao espaço da câmara para ampliar a política de inclusão da Casa. “Há uma lei nacional defendendo a política de inclusão, e a partir de coisas simples, como adequações nas páginas na internet dos diversos órgãos, já é possível faze-los”, afirmou Cláudia Freitas. Para Jorge Barcellos, “a Câmara já realiza políticas de inclusão de longa data. A pandemia interrompeu esta política, que a ELJB quer modestamente resgatar”.

Sobre o NEPIE:

O Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão escolar (NEPIE) tem suas origens associadas ao ano de 1998 e ao contexto do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS, na Linha de Pesquisa “Educação especial e processos inclusivos”. Trata-se de um Grupo de Pesquisa composto por docentes, pesquisadores, estudantes de cursos de Graduação e de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) com foco na área da Educação Especial. Nosso ponto de partida é a aposta na educabilidade de todas as pessoas e no investimento em processos educacionais que assegurem a escolarização por meio da valorização dos espaços comuns de ensino, garantindo os apoios educacionais especializados, quando necessário. Nossos principais investimentos tem sido aqueles ligados aos processos de formação de profissionais da Educação e à pesquisa envolvendo as políticas de inclusão escolar. Para a realização dessas metas, temos recorrido a parcerias teóricas que nos auxiliam na busca de compreender os fenômenos educativos como complexos, imprevisíveis e constituídos historicamente. Além da análise das políticas associadas aos sistemas públicos brasileiros, realizada em parceria com outras universidades, procuramos conhecer outros contextos com base em interações que contemplam instituições de países como a Itália, o México e Moçambique. Em termos de temáticas de abrangência, em sintonia com os estudos acerca das políticas educacionais, nosso trabalho tem se dirigido às temáticas: inclusão escolar; atendimento educacional especializado; formação de professores; práticas pedagógicas e configurações do currículo; medicalização da infância e da vida; escolarização e trajetórias de pessoas com deficiência mental/intelectual, com autismo, com cegueira e com surdez.

Sobre Cláudia Rodrigues de Freitas

Pedagoga, Mestre em Educação pela Unisinos (1998). Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui Formação em Psicopedagogia pela Escuela Psicopedagógica de Buenos Aires EPsiBA – Formación En Psicopedagogia Clínica. Realizou Pós-Doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul na área de Inclusão Escolar (2013). Realizou Pós-doutorado na Università degli Studi di Cagliari – It (2019). É Professora na Faculdade de Educação da UFRGS e no PPGEdu/UFRGS onde Coordena a linha de Pesquisa no âmbito do Programa de Pós- Graduação: Educação Especial, Saúde e Processos Inclusivos. Coordena o Coordena Laboratório de Tecnologia Assistiva (FACED/UFRGS). Foi membro da Comissão de Pesquisa da Faculdade de Educação (3/12/2017 a 28/03/2019). É membro da Comissão de Pós-Graduação (COMPÓS) no PPGEDU-UFRGS. É professora no Programa de Pós Graduação Stricto Sensu – Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em Cognição, Tecnologias e Instituições da UFERSA. As pesquisas e produções têm sido voltadas para área de Inclusão Escolar, Tecnologia Assistiva com uso de Comunicação alternativa no espaço escolar, e produções com interlocução entre Educação e Saúde Mental Coletiva. É líder do Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar NEPIE -UFRGS (Grupo de pesquisa CNPq dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6695606539613038). Pesquisa financiada e concluída pela Universal 2016-2020 CNPq. Pesquisa financiada pela FAPERGS 2019 – 2023

Curso de Libras retoma aulas nesta quarta-feira, 26/10

O Curso de Libras promovido pela Escola do Legislativo retomou as aulas nesta quarta-feira, 26 de outubro, na sala de aula da Escola. Devido às semanas de suspensão de aulas, a programação será alterada. Confira a programação atualizada:

→ 2 de novembro: feriado

→ 9 de novembro: aula 6

→ 16 de novembro: aula 7

→ 23 de novembro: aula 8

→ 30 de novembro: aula 9

→ 7 de dezembro: aula 10

Escola do Legislativo e ILEA encerram ciclo de palestras com debate sobre fotografia e história política local

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli, em parceria com o Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados (ILEA) e o Núcleo de Porto Alegre, debate na quarta-feira, 19, às 14h, no Auditório do ILEA, a Fotografia na Reconstrução da História Política Local. Elson Sempé Pedroso, fotógrafo da Casa, é o convidado para encerrar o Ciclo de Conferências em comemoração aos 250 anos de Porto Alegre. 

Foto: Cristina Beck/CMPA

“Porto Alegre pelo olhar dos fotógrafos” é a última exposição sobre o aniversário da capital e apresenta a arquitetura e o dia a dia dos porto-alegrenses do século XIX e XX, pelas lentes de fotógrafos renomados da época e ficará exposta na Galera do ILEA durante duas semanas.

Elson iniciou a conversa falando do desafio de falar de fotografia como reconstrução da história política local. O fotógrafo também passou pela história da fotografia e do fotojornalismo, detalhando a origem e os processos químicos envolvidos na prática fotográfica. Além disso, Elson também falou das problemáticas da fotografia em ambientes institucionais como a Câmara Municipal. “Buscamos sempre construir uma narrativa que ofereça esta ampla visão das coisas, nos afastando das nossas vontades e nossos desejos”, explica Elson, afirmando a necessidade de representar a cidade como um todo. Porém, ressaltou que a fotografia nunca é um retrato fiel da realidade, porque é feita de escolhas do operador da máquina fotográfica.

Por fim, o fotógrafo da Casa trouxe uma exposição de sua autoria para mostrar ao público como a história política pode ser reconstruída através da subjetividade. As fotos tiradas no Plenário Otávio Rocha, em preto e branco, sem identificar os parlamentares, apresentam situações cotidianas no parlamento, destacando gestos, movimentos e tensões das negociações políticas.

Fotografia política é tema de mesa redonda

Na próxima quarta-feira, às 14h, a Escola do Legislativo Julieta Battisttiolli, em parceria com Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,  encerra o ciclo de palestras “250 anos de Porto Alegre” com uma mesa redonda.  Com o tema “A fotografia na reconstrução da  história política local”, estarão presentes o coordenador do Laboratório Fotográfico da Câmara Municipal de Porto Alegre e professor da Escola do Legislativo, Élson Sempé Pedroso,   além da Professora Cornélia Eckert, professora do Curso de Antropologia e coordenadora do NAVISUAL, e César Vieira, professor do Curso de Arquitetura e integrante do Gedurb.

Para Jorge Barcellos, coordenador de Curso da Escola do Legislativo ” a iniciativa foi um sucesso, combinando palestrantes da universidade e com servidores da Casa, o que mostra a qualidade das equipes do legislativo e seu reconhecimento junto a um órgão de excelência, o ILEA. Isto é muito importante, pois aponta para a administração a necessidade de investir ainda mais na qualificação de seus servidores”, finaliza. A atividade será realizada no auditório do ILEA (Av. Bento Gonçalves, 9.500).  A entrada é franca.

Sexualidade na adolescência é tema de palestra

 No próximo dia 19 de outubro, às 14 horas, a Escola do Legislativo Julieta Battistioli e o Programa de Trabalho Educativo da Secretaria Municipal de Educação realizam a palestra “Adolescência e Sexualidade: Prevenção de IST e contracepção”.

A palestrante é a Dra. Rosa Harzheim, Médica do Ambulatório da Câmara Municipal de Porto Alegre. A atividade faz parte da política da Escola do Legislativo de inclusão social e visa oferecer aos jovens que participam do PTE da Secretaria informações básicas sobre sexualidade.

Para Cristina Chagas, coordenadora do PTE, “Grande parte dos jovens que ingressa em nosso projeto de educação para o trabalho carece de informações do campo da educação sexual numa idade em que a  transformação de seus corpos é mais evidente”.

Para Jorge Barcellos, Coordenador de Cursos da Escola do Legislativo e autor do livro “A Pedagogia de Eros” (Editora Clube dos Autores, 2021),  “a Educação Sexual é uma necessidade, especialmente nessa idade, e faz parte das políticas públicas de educação oferecer informações básicas a respeito. É o que estamos fazendo”, diz.

Escola do Legislativo manifesta pesar pelo falecimento de Sérgio da Costa Franco

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli vem a público manifestar seu pesar pelo falecimento do Professor Sérgio da Costa Franco. O historiador por diversas vezes esteve na Câmara Municipal de Porto Alegre para palestrar sobre a história do legislativo na Semana de Aniversário da Câmara Municipal realizada no mês de setembro, ou por necessidade de pesquisa para seus inúmeros livros. Franco era um entusiasta da leitura das Atas da Câmara Municipal depositadas no Arquivo Histórico Moysés Velhinho, enriquecendo seus livros sobre Porto Alegre com inúmeros detalhes fascinantes das Atas da Câmara, a qual sempre fazia referência, especialmente nos verbetes de seu Guia Histórico de Porto Alegre.

Com a Câmara Municipal, Franco manteve estreitas relações com a Seção de Memorial, onde se socorria para obter informações constantes dos Anais da Câmara e ou processos legislativos mais antigos. O último contato de Franco com a Câmara foi através da visita feita pelo servidor Jorge Barcellos, da Escola do Legislativo, que lhe levou um exemplar da Agenda de Aniversário de 250 anos de Porto Alegre, publicação que teve origem na obra de Franco e que o historiador elogiou. Veja o relato da visita aqui

Livros de Sérgio da Costa Franco

  • 1955: “Biografia de José Bonifácio” (ed. Globo)
  • 1967: “Júlio de Castilhos e sua época” (ed. Globo)
  • 1975: “Quarta página” (crônicas, ed. Movimento)
  • 1975: “Soledade na história” (ed. CORAG)
  • 1977: “Ruas mortas” (crônicas, ed. Movimento)
  • 1980: “Origens de Jaguarão, 1790-1833” (ed. Universidade de Caxias do Sul)
  • 1981: “Achados e perdidos” (crônicas, Martins Livreiro Editor)
  • 1983: “Porto Alegre e seu comércio” (Ed. Associação Comercial de Porto Alegre)
  • 1988: “Porto Alegre: guia histórico” (ed. UFRGS)
  • 1990: “Em paz com a vida” (crônicas, ed. ARI / CORAG)
  • 1993: “A guerra civil de 1893” (ed. UFRGS)
  • 1996: “A pacificação de 1923: as negociações de Bagé” (ed. UFRGS)
  • 1998: “Getúlio Vargas e outros ensaios” (ed. UFRGS)
  • 1998: “História ilustrada do Rio Grande do Sul” (co-org. com Arno Kern, ed. Zero Hora)
  • 2000: “Gente e espaços de Porto Alegre” (ed. UFRGS)
  • 2000: “Porto Alegre sitiada” (ed. Sulina)
  • 2001: “Gente e coisas da fronteira sul” (ensaios históricos, ed. Sulina)
  • 2003: “Santa Casa, 200 anos” (com Ivo Stigger, ed. Santa Casa)
  • 2004: “Os 170 anos do parlamento gaúcho – crônicas históricas” (Assembléia Legislativa do RS)
  • 2004: “Os viajantes olham Porto Alegre” (com Valter Antonio Noal Filho, ed. Anaterra)
  • 2006: “As californias do Chico Pedro” (ed. Evangraf)
  • 2006: “Maragatos – o Partido Federalista Rio-grandense” (Secretaria da Cultura)
  • 2008: “A velha Porto Alegre” (crônicas e ensaios, ed. Canadá)
  • 2008: “Memórias de um escritor de província” (ed. Evangraf)
  • 2010: “Dicionário político do Rio Grande do Sul” (ed. Suliani)
  • 2012: “Criminosos e suspeitos perante a Junta de Justiça” (ed. Evangraf)
  • 2013: “Ensaios de história política” (ed. Pradense)
  • 2013: “Porto Alegre ano a ano: uma cronologia histórica, 1932-1950” (ed. Letra & Vida)

 

 

Escola e ILEA discutem movimento social no Morro Santa Teresa

Participaram professores da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID) e servidores da UFRGS.

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli, em parceria com o Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados e o Núcleo de Porto Alegre do Observatório De Metrópoles, discute nesta quinta-feira (06/10), a história e movimento social no Morro Santa Teresa no Auditório do ILEA. 

Barcellos e Fedozzi discutiram a luta social no Morro Santa Teresa.

Luciano Fedozzi, professor de Sociologia da UFRGS e Jorge Barcellos, historiador e coordenador de cursos da Escola, ministraram a penúltima palestra do ciclo de conferências em comemoração aos 250 anos de Porto Alegre. A ocupação dos postos da saúde pela comunidade, na rua Cruzeiro, nos anos 1980, é um dos acontecimentos históricos destacados por Fedozzi. A reivindicação por melhores condições de saúde marca esta ocupação.

Depois, Barcellos falou do projeto complementar que institui áreas de usos especiais no Morro Santa Teresa e contou a história do movimento social do Morro, suas reivindicações, passeatas e exigências frente ao poder público. A relação com o parlamento e o compartilhamento da agenda social são aspectos determinantes para o sucesso do movimento social no combate às disputas imobiliárias e ao crescimento desordenado. Uma exposição de mesmo nome acompanha a palestra e ficará disponível na Galeria do ILEA durante duas semanas.