Autor: lucioalmeida9

Novas turmas da Faculdade de Educação visitarão a Câmara

No último dia 21 de novembro, o Coordenador de Cursos da Escola do Legislativo Julieta Battistioli Jorge Barcellos reuniu-se com o professor Julian Silveira Diogo de Ávila Fontoura, novo docente do Departamento de Estudos Especializados (DEE) da Faculdade de Educação (FACED). Através dos demais professores daquele departamento que participaram da Ação Educativa da Câmara Municipal,  o professor soube das iniciativas do legislativo neste campo e manifestou interesse em incluir os projetos já em suas primeiras turmas “Estou preocupado em oferecer uma formação crítica e engajada para os alunos de nossos cursos e os projetos da Escola do Legislativo vem ao encontro desse objetivo”, salientou o professor.

O servidor Jorge Barcellos manifestou seu contentamento com o interesse do professor  “A formação de professores é um dos objetivos da Escola. Professores conscientes da importância do parlamento levam este conhecimento para seus alunos. Nosso viés é critico, buscando o engajamento da sociedade nas lutas sociais que são travadas na Câmara Municipal, na denúncia da opressão e na defesa da democracia, bases de nosso projeto político-pedagógico”.

Na reunião ficou decidido que mais duas turmas das disciplinas de Organização do Ensino no Brasil visitarão a Câmara e lhes será fornecida uma palestra com o título ” A contribuição da Câmara Municipal na formulação de políticas públicas de educação em Porto Alegre”, onde o servidor irá revisitar os temas importantes na atuação parlamentar, da agenda legislativa aos projetos de leis da organização do ensino local.

 

Alunos do projeto Câmara Jovem de Fazenda Vilanova visitam o Legislativo

No último dia 21 de novembro, segunda-feira, 12 alunos do projeto Câmara Jovem da Câmara Municipal de Fazenda Vilanova, município distante 92 km de Porto Alegre, participaram dos projetos Aula na Câmara da Escola do Legislativo Julieta Battistioli e Visita Orientada, da Seção de Memorial. Acompanhados pelo presidente daquele legislativo, Sérgio Cenci Sobrinho (PP)  e demais servidores, o projeto Câmara Jovem é similar ao projeto Plenária do Estudante da Câmara de Porto Alegre. Pelos projetos, alunos da rede pública e privada realizam, sob a forma de atividade de ensino, atividades relacionadas a rotina parlamentar.

Eles foram recebidos pelos servidores Jorge Barcellos e Andrea Godói d’Avila responsáveis pela ação educativa do parlamento. Na Câmara Municipal, os estudante puderam conhecer as dependências do legislativo, visitando o Gabinete da Presidência, o Plenário e os gabinetes dos vereadores. Jorge Barcellos, servidor da Escola do Legislativo, surpreendeu-se com os recursos destinados por aquele legislativo ao projeto ” A Câmara Municipal de Fazenda Vilanova está de parabéns: vejo que os alunos que participam do projeto recebem kits personalizados gratuitamente por seu parlamento com as marcas “Câmara Júnior” em mochilas, cadernos, canetas e camisetas. Isso ajuda a fixar a experiência de ensino no parlamento. A iniciativa é um exemplo para a Câmara Municipal de Porto Alegre e merece ser imitada. Meu sonho é que o legislativo no futuro venha a distribuir gratuitamente aos alunos materiais como faz sua câmara, aos jovens que participam de seus projetos educativos. Como a maior Câmara Municipal do Estado não tem recursos para investir em recursos de ensino? Como uma Câmara de uma cidade com apenas 4.180  cidadãos consegue?. Isso tem de mudar! Eu espero que, no ano que vem, em que a câmara comemora seu aniversário de 250 anos, se possa oferecer aos estudantes materiais com a marca do legislativo para afixar sua experiência na memória”, afirmou o servidor Jorge Barcellos, da Escola do Legislativo.

A servidora Andreia d’Ávila  falou para os estudantes da importância da ação dos vereadores “Muitas coisas fundamentais para a vida da cidade já passaram por este plenário, como a abertura e fechamento do comércio aos domingos e outros temas de interesse da cidade. Por isso é importante nos conscientizarmos da importância da vereança”, assinalou a servidora. Para Sérgio Censi, presidente da Câmara, os investimentos na ação educativa decorrem de sua defesa intransigente da educação na Câmara Municipal. Para o presidente, isso não é prerrogativa apenas do Executivo, mas também do Legislativo e merece investimentos “Eu acho que a política deve ter mais envolvimento dos nossos jovens. Às vezes eu tento falar em política com eles e eu percebo que eles não querem se envolver, mas é necessário porque a política faz parte do dia-dia da gente. Tudo o que se faz em nossa comunidade tem um envolvimento político. Se quisermos mudar a velha política, se a gente quer que a política seja melhor, que a nossa cidade seja melhor, isso deve partir de nós! Temos que fazer a nossa parte, destacou o presidente. O projeto da Câmara Junior tem o objetivo de conscientizar os nossos jovens e nossos adolescentes da importância que tem a política em nossas vidas. Eu tenho certeza que a grande maioria não sabe como funcionam os processos de política”.

Alunos do projeto Câmara Jovem da Câmara Municipal de Fazenda Vilanova

Vitienzo Gravina Tezsele (Edgar)
Eduarda Vitória Haubert (Santana)
Ana Luiza Moraes Martini (Edgar)
Isadora Brandão da Silva (Edgar)
Lucas Ruan Cardoso Pereira (Edgar)
Isabelle Alves Muller (Edgar)
Mikael Alexandre de Brito (Edgar)
Kennedy Misael Marmentini (Santana)
Andrieli dos Santos Rodrigues (Santana)

 

Como se proteger da variante BQ.1 no ambiente de trabalho – EVENTO CANCELADO

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli realizará em nova data (a combinar), na Sala de Aula da Escola do Legislativo, o bate papo “Como se proteger da variante BQ.1 no ambiente de trabalho” com a Doutora Rosa Harzheim, do Ambulatório Médico da Casa.

A atividade tem como objetivo conscientizar os servidores   sobre a natureza da subvariante BQ.1 e suas formas de transmissão na Câmara Municipal . Desde o dia 16 de novembro, a  equipe de vigilância genômica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) da Secretaria da Saúde detectou oito novos casos da subvariante BQ.1 no Estado em Porto Alegre e Santa Maria gerando preocupação na capital, com casos novos detectados pela equipe do Hospital Moinhos de Vento.

Sublinhagem da variante ômicron, a BQ.1 tem mostrado elevada capacidade de transmissão comparada às outras sublinhagens do coronavírus circulando atualmente no Brasil e tem sido relacionada a novas ondas de casos de covid-19 em diversos países da Europa, China e América do Norte. Não há, no entanto, evidências de que possa causar uma doença mais severa.

O Comitê Científico de Apoio ao Enfrentamento a Pandemia Covid-19 já emitiu Nota Técnica com alerta e recomendações à população, o que também foi feito pelo Ambulatório Médico da Casa, que com a palestra, pretende reforçar o repertório de medidas de proteção dos servidores, como o reforço do uso de máscaras, da vacinação e a ampliação da testagem.

Diz o comunicado do Ambulatório da CMPA

“Diante do surgimento de novos casos de  covid-19 na CMPA, o Serviço de Ambulatório reforça a necessidade de:

–  atualizar o esquema vacinal da COVID-19 para as 4  doses  de acordo com o calendário vacinal;

–  usar máscaras PFF2 ou máscaras descartáveis bem ajustadas ao rosto em ambientes fechados ou com aglomerações de pessoas;

–  usar máscaras PFF2 ou máscaras descartáveis bem ajustadas ao rosto se apresentar sintomas respiratórios;

–  ventilar os ambientes de trabalho;

–  higienizar as mãos com frequência.

Se você apresentar qualquer um desses sintomas: dor de cabeça, nariz escorrendo(coriza), dor muscular, cansaço, febre, dor de garganta, use máscara ao sair de casa e contate o Serviço de Ambulatório (32204153 ou 998079037) para consulta, testagem ou orientações.”

 

 

Escola do Legislativo e BIEV projetam documentário inédito sobre Porto Alegre

Homens trabalhando em Porto Alegre. Reproduzido do documentário Porto Alegre, 250 anos: memórias do trabalho.

No próximo dia 8 de dezembro, às 15h30, na Sala da Escola do Legislativo Julieta Battistioli (Sala 350), estreia o documentário “Porto Alegre, 250 anos: memórias do trabalho”. Com duração de 44 minutos, o documentário apresenta uma aventura nas memórias do trabalho dos seus habitantes através das transformações da paisagem urbana porto-alegrense ao longo do tempo. Para Jorge Barcellos, Coordenador de Cursos da Escola do Legislativo “a estreia  do documentário na Escola do Legislativo é um privilégio devido as imagens raras que o filme reúne. É a melhor forma de concluir a programação que a Casa destinou aos 250 anos de Porto Alegre.

Dirigido por Ana Luiza Carvalho da Rocha e Cornélia Eckert e com roteiro de Pedro da Rocha Paim, o  filme evoca as lembranças geracionais de lugares e de cenas, as reminiscência de gestos e percursos, as lembranças de comunidades e de pessoas e de práticas e fazeres cotidianos que configuram, de formas distintas, as memórias da construção da vida urbana local. As fotografias, pinturas, documentos audiovisuais, desenhos, sons tiveram como inspiração um acervo de pesquisas realizadas com os mais diferentes habitantes de Porto Alegre pela equipe do Banco de Imagens e Efeitos Visuais/Biev/UFRGS desde sua criação em 1997 (site https://www.ufrgs.br/biev/).

Sobre o documentário Porto Alegre, 250 anos: memórias do trabalho

Direção

Ana Luiza Carvalho da Rocha

Cornelia Eckert

Roteiro

Pedro da Rocha Paim

Animações

Felipe Rodrigues

Parcerias

Teça Produções Artísticas e Culturais

Sapiê Produtora Audiovisual

Realização 

Banco de Imagens e Efeitos Visuais/BIEV

Produção 

Programa de Pós Graduação em Antropologia Social

Laboratório de Antropologia Social/PPGAS/UFRGS

Apoio

Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/IFCH/UFRGS

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de  Nível Superior/CAPES

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/CNPq

Fundação de Amparo à Pesquisa no Rio Grande do Sul/FAPERGS

Sobre o BIEV

O BIEV está sediado no Laboratório de Antropologia Social, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, RS, Brasil, com financiamento CAPES, CNPq, FAPERGS e UFRGS.

Especialista em Inteligência Emocional realiza palestra na Câmara

Bruno Bitencourt, palestrante, mantém o Podcast LivreMente

No próximo dia 19 de novembro, às 9h, na Sala 303 das Comissões Permanentes da Câmara Municipal,  a Escola do Legislativo Julieta Battistioli promove a palestra ” Inteligência emocional e liderança: governe suas emoções, e assuma o controle”. A palestra faz parte do projeto de qualificação dos servidores do legislativo e é destinada aos servidores efetivos, comissionados e estagiários do legislativo. Será ministrada por Bruno Bitencourt,  Especialista em Inteligência Emocional com larga experiência de treinamento de profissionais de diferentes campos do mercado. Bitencourt elaborou uma proposta original de treinamento para alta performance no trabalho a partir do gerenciamento do estresse,  desenvolvimento da empatia e inteligência emocional. Com especializações na PUC-RS em Neurociência e Comportamento Humano e Mindfuldness em Londres, Bitencourt procurará trazer seus resultados e discutirá como aplicá-los no âmbito do serviço público, tratando temas como pertencimento e segurança no ambiente de trabalho.

 

Inicia parceria produto do convênio Câmara e IHGRGS

 

No próximo dia 16 de novembro, às 15 horas, no Auditório do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, sérá realizada a Reunião de Intercâmbio Cultural entre o IHGRGS e a Escola do Legislativo da Câmara Municipal de Porto Alegre. Com o tema “Os 200 anos da elevação de Porto Alegre a Cidade”, será palestrante o Historiador e Doutor em História Adriano Comissoli, com a Mediação dos Professores Doutores Fábio Kuhn e Jorge Barcellos.

A atividade inicia a parceria produto de convênio assinado entre a Câmara Municipal de Porto Alegre o IHGRGS  (veja detalhes aqui) visando a realização de atividades pela passagem dos 250 anos de Porto Alegre. A programação inicial, que previa uma exposição sobre a obra da historiadora Sandra Pesavento, sofreu problemas técnicos e foi transferida, surgindo no seu lugar a palestra sobre os 200 anos da elevação da capital à sede da capitania. Para Jorge Barcellos, “a data é muito importante na história de Porto Alegre, o objeto central das comemorações dos 250 anos. E poucos sabem que estamos também, neste ano, no bicentenário de elevação da cidade à capital da capitania. Isto é importante”.

O tema é importante porque as datas de comemorações de Porto Alegre sempre é tema de amplos debates. Qual a data deve ser valorizada?  Segundo o jornalista  Leandro Staudt,  a cidade já comemorou os 200 anos duas vezes, primeiro em  1940 e, depois de revisão, em 1972.  A data hoje de referência de fundação da cidade é 26 de março de 1772, quando o Bispo do Rio de Janeiro elevou a capela de São Francisco dos Casais à categoria de freguesia, desmembrando-se de Viamão. O debate é curioso porque José Loureiro da Silva optou pela data de assinatura de sesmaria de Jerônimo de Ornelas, em 5 de novembro de 1740, o que propiciou fazer os festejos pelo bicentenário em 1940.  Com as críticas que se sucederam, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul  apontou o dia 26 de março de 1772 como “emancipação” do Porto dos Casais porque, diz Staudt, “como freguesia, moradores passaram a ter registro de nascimento, casamento e óbito no povoado que surgiu com os açorianos”.  A mudança da data então promoveu outro bicentenário, em 1971, quando, diz Staudt, ” a Câmara Municipal aprovou e o prefeito Thelmo Thompson Flores publicou a nova data de fundação. O 26 de março seria o aniversário em 1972, quando Porto Alegre completaria os 200 anos.”

Já a data de elevação de cidade é menos debatida, mas não menos importante na história da capital. Porto Alegre cumpriu sua evolução natural: primeiro, em 27 de agosto de 1808 a freguesia foi elevada à categoria de vila, verificando-se a instalação a 11 de dezembro de 1810. Depois, em 16 de dezembro de 1812 Porto Alegre tornou-se sede da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, recém-criada, e cabeça da comarca de São Pedro do Rio Grande e Santa Catarina. Dois anos após, em 1814 o novo governador, Dom Diogo de Sousa, obteve a concessão de uma grande sesmaria ao norte, com o fim expresso de estimular a agricultura local. Com o crescimento de cidades próximas como Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha, e em vista de sua privilegiada situação geográfica, na confluência das duas maiores rotas de navegação interna – a do rio Jacuí e a da Lagoa dos Patos – Porto Alegre começava a se tornar o maior centro comercial da região.

Sobre o palestrante:

Adriano Comissoli é professor Adjunto do Departamento de História e do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atual chefe do Departamento Didático de História. Responsável pelas disciplinas de História Moderna e História do Rio Grande do Sul. É doutor em História pela UFRJ. Pesquisa impérios ultramarinos da Era Moderna, com ênfase na América portuguesa e na construção do Estado-nação brasileiro, na organização de poderes, de elites políticas e de redes de comunicação. Atualmente desenvolve pesquisa sobre espionagem ibérica no rio da Prata no final do século XVIII e início do XIX em perspectiva Atlântica. Dentro do PPGH-UFSM atua na linha de pesquisa Fronteira, Política e Sociedade, na qual desenvolve o projeto Papéis Atlânticos: comunicar e governar entre os séculos XVII e XIX.. Integra os grupos de pesquisa Antigo Regime nos Trópicos e Sociedades de Antigo Regime no Atlântico Sul. É autor do livro “Os “homens bons” e a Câmara Municipal de Porto Alegre “(1767-1808) publicado pela Câmara Municipal de Porto Alegre na coleção Teses e Dissertações da Seção de Memorial.

Sobre os debatedores:

Fábio Kuhn é Professor associado IV da UFRGS. Possui graduação (1992) e mestrado (1996) em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2006). Foi investigador visitante junto ao Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa entre novembro de 2004 e fevereiro de 2005. Coordenador do Núcleo de Pesquisa em História da UFRGS entre 2007 e 2009, membro da comissão coordenadora do Programa de Pós Graduação em História da UFRGS (PPGH/UFRGS) entre 2007 e 2011. Editor da revista Anos 90 (2011-2013). Realizou Estágio Sênior (pós-doutorado, 2015-2016) no Brazil Institute do King’s College London, com bolsa CAPES. Coordenador do PPGH/UFRGS entre 2019 e 2021. Representante da UFRGS desde 2010 no comitê acadêmico “Historia, regiones y fronteras” da AUGM (Asociación de Universidades del Grupo Montevideo). Tem experiência na área de História Social, com ênfase em História do Brasil colonial. Entre as principais publicações estão os livros Breve História do Rio Grande do Sul e Gente da Fronteira: família e poder no Continente do Rio Grande (Campos de Viamão, 1720-1800).

Jorge Barcellos é licenciado e bacharel em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1989) e Mestre e Doutor em Educação pela Faculdade de Educação/UFRGS(2013). Possui publicações na área de história, educação e política educacional. Foi por vinte anos pesquisador do Memorial da Câmara e atualmente é Coordenador de Cursos da Escola do Legislativo Julieta Battistioli da Câmara Municipal de Porto Alegre.  Recebeu a Menção Honrosa do Prêmio José Reis de Divulgação Científica (2006) e o Troféu Expressão da FINEP (2006) pelas atividades do Projeto Educação para Cidadania da Câmara Municipal de Porto Alegre , sob sua coordenação. É autor de 16 livros, entre eles Educação e Poder Legislativo (Aedos Editora, 2014) e O Tribunal de Contas e a Educação Municipal (Editora Fi, 2017). É colaborador dos jornais Zero Hora, Sul21, Le Monde Diplomatique Brasil e das plataformas de notícias (blogs) Sapo (Portugal), Medium (EUA) e La Mula (Peru).

 

 

 

 

Escola Ernesto Dorneles participa do projeto Clube do Livro

Escola Estadual Ernesto Dorneles. Ao fundo, da esquerda para a direita Carlos Alberto Soares, a Diretora Isabel Lopes e Huamani Esmério.

 

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli realizou nesta sexta-feira mais uma edição de seu projeto Clube do Livro. A atividade ocorreu na Sala Moacyr Scliar do Memorial do Rio Grande do Sul, dentro da programação da Câmara Municipal de Porto Alegre na Feira do Livro.

O projeto Clube do ELJB promove a leitura e debate sobre obras e autores de interesse. A  edição especial dedicada foi dedicada a autores professores ou servidores de escolas públicas que possuem publicações.  Compareceram 70 alunos da Escola Estadual Ernesto Dorneles, acompanhados de professores e da Diretora Isabel Lopes. O primeiro palestrante foi Huamani Esmério, autor da obra Política Ambiental da Educação e o segundo foi Carlos Alberto Soares, autor de Procurando Vestígios. A iniciativa é decorrente do projeto Maratona da Escola, que em setembro, mês de aniversário da ELJB, procurou escolas da capital para o desenvolvimento de projetos (https://escola.camarapoa.rs.gov.br/?p=3804), entre elas a Escola Estadual Ernesto Dorneles, que sugeriu a iniciativa.

Na abertura da atividade, o servidor Jorge Barcellos apresentou os projetos da Ação Educativa da Câmara Municipal de Porto Alegre e convidou a direção e as turmas a participarem dos projetos educativos do legislativo ” a Câmara Municipal de Porto Alegre possui uma ação educativa, com diversos projetos como palestras, projeção de vídeos e visitas, incluindo a Plenária do Estudante, desenvolvidos pela Escola e pelo Memorial. A Câmara é perto da escola, então vocês fazem parte de nosso público prioritário”, afirmou o servidor. A Diretora Isabel Lopes, agradeceu em nome da instituição a parceria, e disse que a Escola tem todo o interesse em participar dos projetos da Câmara, principalmente para as turmas do ensino médio, para quem estes temas são importantes”.

Na sequência, Huamani Esmério e Carlos Alberto Soares apresentaram suas obras, tecendo considerações sobre a importância da leitura, da poesia e da literatura para o entendimento do mundo. “Hoje é um dia muito emocionante. Estar aqui com os alunos, meus colegas e minha família é muito gratificante. Escrever é um ato solitário, mas que se transforma em fatos universais, pois pode mudar a si e ao ambiente em que se vive”, observou Soares. A publicação de Esmério apresenta caminhos ao fazer pedagógico cotidiano, na perspectiva da constituição do ecocidadão planetário, capaz de construir novas éticas e percebendo a Terra como única comunidade. “Esse momento é só de agradecimento. Foi um caminho de muita dedicação e estudo e hoje lançar o livro aqui é emocionante demais”, disse. Sônia Zancheta, da Equipe Organizadora da Feira do Livro, ficou muito satisfeita com a iniciativa ” Este é um espaço que destinamos para os parceiros e a Câmara é um deles. Ficamos felizes com o sucesso da iniciativa, foi um público excelente”, disse.  A Direção da Escola comprometeu-se a entrar em contato com a Escola do Legislativo para compor novas ações para benefício dos alunos da Escola Estadual Ernesto Dorneles.

Sobre os participantes

Huamani Esmério é historiador e professor da Escola Ernesto Dorneles. Autor de Política Ambiental de Educação, a obra apresenta trajetórias, avanços e limites em processo de construção de Política Ambiental de Educação. Esse processo de formação continuada assegurou também a participação da comunidade escolar, apresentando contribuições, mesmo considerando a continuidade e descontinuidade das políticas públicas. Para Esmério, os educadores se formam e se transformam em educadores ambientais, construindo e se constituindo em uma teia de representações, produzindo um movimento permanente de procura, questionamentos e reflexão-ação na construção de um saber ambiental e de uma educação ambiental dialógica, crítica, política e de intervenção. A educação ambiental, em sintonia com a educação freireana na perspectiva da geração de ambiências, possibilita uma ampliação dos trânsitos pela multiplicidade dos saberes. Essa práxis, pesquisa e análise deve ajudar a clarificar este apaixonante campo da educação e todos os envolvidos nesta tarefa sublime de educar e educar-se mediatizados pelo mundo. Esse livro oferece caminhos ao fazer pedagógico cotidiano, na perspectiva da constituição do eco-cidadão planetário, capaz de construir novas éticas, percebendo a Terra como única comunidade.

Carlos Alberto Soares é contabilista e atua junto ao refeitório da Escola Ernesto Dorneles. Autor de Procurando vestígios, a obra é composta por poesias românticas que falam do dia a dia do ser. O autor deixa clara sua visão diferenciada e observa os detalhes nas relações pessoais e políticas. Através das palavras poéticas, busca demonstrar que o ser é e pode ser transformador. “Hoje é um dia muito emocionante. Estar aqui com os alunos, meus colegas e minha família é muito gratificante. Escrever é um ato solitário, mas que se transforma em fatos universais, pois pode mudar a si e ao ambiente em que se vive”, observa Soares.

A Escola Ernesto Dorneles está no centro histórico de Porto Alegre, na rua Duque de Caxias, 385. Ela possui localização privilegiada, tendo, ao lado, a praça General Osório (do Alto da Bronze) e, em suas proximidades, a bela vista da Usina do Gasômetro e do Lago Guaíba (localize-se pelo mapa que está no fim da página). A escola foi fundada em 6 de junho de 1946 pelo decreto estadual 649 de 29 de dezembro de 1942. A ideia era criar uma das primeiras escolas técnicas femininas no país. A construção do prédio determinou, na época, uma série de protestos, uma vez que, neste local, funcionava o antigo Grupo Escolar Fernando Gomes, que foi transferido para o Grupo Escolar Paula Soares, nas proximidades do bairro. A Escola recebeu o nome de “Senador Ernesto Dornelles” com o objetivo de prestar homenagem ao então Interventor Federal do RS, que passou a ser Senador da República no ano de sua fundação. A professora Nair Maria Becker foi a fundadora e primeira diretora e, conforme seus depoimentos, a Escola precisou da assistência de quatro secretários de Educação para nascer. Também é muito importante salientar a beleza arquitetônica do prédio. Ele foi projetado, em 1913, pelo engenheiro arquiteto Affonso Herbert, executado pelos engenheiros Manuel Itaqui e Roberto Roncolli e concluído em 1917. É um prédio monumental: as colunas que estão em sua entrada têm 13 metros de altura e o pé-direito dos pisos é de 6,60 metros. A Escola Técnica Feminina foi de inestimável valor para a mulher gaúcha, pois, com o seu regime de internato e semi-internato, possibilitava às meninas do interior virem estudar na capital. As alunas recebiam assistência médica e dentária. Quando iniciou suas atividades educacionais, oferecia dois cursos: o Ginásio Industrial, que ensinava Corte e Costura, Chapéus, Flores e Ornatos, e o Curso Técnico em Artes Aplicadas. Desde sua inauguração, a escola se fez presente na vida social e nas festividades de Porto Alegre, como na Semana da Pátria, com banda e desfiles. Também havia exposições anuais de trabalhos em vários locais: no antigo Mata-borrão, em clubes, na própria escola entre outros. Foi palco de inúmeras festividades, como a apresentação de canto orfeônico, encenações teatrais, desfiles de moda. Em 1963, foi instituído o Curso Técnico em Prótese Dentária. Atualmente a escola oferece à comunidade os Cursos Técnicos em Design de Interiores, Prótese Dentária e Nutrição e Dietética, além do Ensino Médio/Politécnico, totalizando um número aproximado de 1200 alunos matriculados, 81 professores e 10 funcionários.

Escola do Legislativo e FADERS debatem acessibilidade no Legislativo

Reunião discute acessibilidade no Legislativo. Participaram da esquerda para a direita Andréa Severo e Aline Corrêa do Comitê Gestor Técnico na FADERS. No centro, Jorge Barcellos, da Escola do Legislativo.

Como tornar a Câmara Municipal de Porto Alegre mais acessível? Esta foi a questão que o Coordenador de Cursos da Escola do Legislativo Julieta Battistioli  Jorge Barcellos levou nesta quinta-feira para as servidoras do Comitê Gestor Técnico  Aline Correia e Andréa Severo  da  Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no RS– FADERS, órgão  da Secretaria de Igualdade, Cidadania, Direitos Sociais e Assistência Social do Rio Grande do Sul. A ideia do encontro partiu de Claudia Freitas, do IEPE /UFRGS em reunião sobre o mesmo tema (veja matéria aqui).

Barcellos relatou os avanços da política de inclusão da Escola do Legislativo, com o incremento de novos estagiários do Programa de Trabalho Educativo da PMPA, bem como atividades realizadas para a criação de uma cultura de inclusão no parlamento. O servidor salientou que isso só é possível porque encontra apoio nos colegas de trabalho, nos vereadores e administração  “Tentamos fazer a nossa parte. Entendo que é dever da Escola colaborar com a construção de uma cultura inclusiva na Câmara Municipal, que depende de diversas atividades de ensino, mas também, de lutar para que a Câmara seja uma instituição mais inclusiva”, disse o servidor.

Correia e Severo, servidoras da FADERS, elogiaram a iniciativa do parlamento no campo da inclusão e sugeriram duas coisas. A primeira é a criação de um Termo de Convênio, entre a Câmara e a FADERS, no sentido da prestação de assessoramento para a construção de políticas de inclusão no legislativo. O segundo é a própria Câmara aderir ao Sistema Estadual de Acessibilidade, junto com a Prefeitura, que está estudando o tema. “A Prefeitura ainda não assinou, e seria importante o legislativo assinar. A partir daí, ela passa a fazer parte do sistema, com compromissos em defesa da acessibilidade. Algumas prefeituras já assinaram”, disse Aline Correia, do Gestor Técnico.  Para Andrea Severo, “já há iniciativas, inclusive no Senado Federal, de acessibilidade a partir do próprio site, o que poderia ser feito pela Câmara”,  disse.

Aline Correa passou a discorrer sobre os tipos de acessibilidade (veja tabela abaixo) e afirmou que considera importante a preocupação de todos os atores do poder público na sua construção.  Para a servidora, já há legislação nacional que justifica o investimento em ações inclusivas no campo das instituições públicas, bastando a iniciativa do gestor.  Barcellos espera poder inserir a preocupação com o tema na inclusão no planejamento estratégico da Câmara “A politica de inclusão é complexa, mas necessária. Há no mínimo 7 formas de acessibilidade que o legislativo precisa atender e por isso necessita de investimentos básicos que valem a pena pois tornam a câmara mais democrática, por isso nossa iniciativa”.

7 TIPOS DE ACESSIBILIDADE

1. Acessibilidade atitudinal
Diz respeito ao comportamento das pessoas sem preconceitos, estereótipos, estigmas e discriminações. Por exemplo: usar o termo “pessoa com deficiência”, e não “deficiente”; ao falar com uma pessoa com deficiência, dirigir-se diretamente a ela, e não ao seu acompanhante; não tratar a pessoa com deficiência como “coitadinho”.

2. Acessibilidade arquitetônica
É promover a adequação de espaços e a extinção de barreiras físicas e ambientais dentro de residências, espaços públicos e privados, edificações e equipamentos urbanos. Exemplos: rampas, elevadores e banheiros adaptados, calçadas com piso tátil, etc.

3. Acessibilidade metodológica
É também conhecida como acessibilidade pedagógica e diz respeito à queda de barreiras nas metodologias de ensino. Exemplo: quando professores realizam trabalhos e atividades com o uso de recursos de acessibilidade para alunos com deficiência, como textos em braille ou textos ampliados. É também muito presente em ambientes corporativos, na análise dos postos de trabalho adequados aos profissionais com deficiência.

4. Acessibilidade instrumental
Visa superar barreiras em utensílios, instrumentos e ferramentas de estudo dentro das escolas e também em atividades profissionais, de recreação e lazer. Por exemplo,: quando uma pessoa cega tem acesso a um software de leitor de tela no computador.

5. Acessibilidade programática
Está relacionada às normas, leis e regimentos que respeitam e atendem as necessidades das pessoas com deficiência, e se necessário, utilizar adaptações razoáveis para incluir a todos. Um exemplo é a Lei nº 13.146/2015, conhecida como Lei Brasileira da Inclusão (LBI), ou a Convenção da ONU sobre Direitos da Pessoa com Deficiência.

6. Acessibilidade nas comunicações
Diz respeito ao acesso à comunicação interpessoal (como língua de sinais), comunicação escrita em livros, apostilas, jornais, revistas e comunicação virtual. Exemplo: a presença de intérprete de Libras e a audiodescrição de imagens, sejam elas fotografias, filmes, peças de teatro ou eventos em geral. .

7. Acessibilidade natural
Refere-se à extinção de barreiras da própria natureza. Um cadeirante, por exemplo, terá dificuldades em se locomover em uma vegetação irregular, ou uma calçada repleta de árvores. Outro bom exemplo de iniciativa nesse sentido são os projetos que oferecem cadeiras de rodas anfíbias para que as pessoas possam se locomover pela areia da praia e tomar um banho de mar.

(Fonte: Fundação  Dorina Nowill para Cegos. Disponível em https://fundacaodorina.org.br/blog/sete-tipos-de-acessibilidade/)

 

FADERS

A Fundação de Atendimento ao Deficiente e ao Superdotado do Rio Grande do Sul  tem como missão propor, articular, coordenar e promover, em conjunto com a sociedade e através da participação desta, a implantação de políticas públicas que garantam a cidadania das Pessoas com Deficiência e das Pessoas com Altas Habilidades, em todas as áreas de atuação do Estado. Seus valores fundamentais são  a equiparação de oportunidades, o respeito às diferenças, a afirmação dos direitos;  a produção e difusão de conhecimento, informações e metodologias;, a reformulação da política de recursos humanos. Para isso atua no campo da qualificação das pessoas e processos além de promover o estabelecimento de parcerias com órgãos do Estado. visando  a descentralização das ações da Política Pública Estadual a nível dos municípios e de órgão privados  (ONGs), descentralizando informações.

 

 

 

Curso Intensivo Redação Legislativa – dicas práticas inicia no final do mês de novembro

Presidente Idenir Cecchim recebe Prefeito Sebastião Melo para entrega do Projeto de Lei do Orçamento 2023 (Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA)

 

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli da Câmara Municipal de Porto Alegre promove, em parceria com a Escola de Gestão Pública da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, o curso intensivo de Redação Legislativa – dicas práticas.

Ministrado por Juliana Maia e Thiago de Moraes, servidores da Câmara Municipal, o minicurso é aberto para servidores efetivos e comissionados do Poder Legislativo e do Poder Executivo. As aulas serão nos dias 29/11/22 (terça-feira) e 01/12/22 (quinta-feira), ambas com carga horária de 2 horas.

No primeiro dia serão abordados os seguintes temas: Legislação sobre a elaboração de atos normativos;  Estrutura e articulação geral de dispositivos;  Como redigir a ementa do ato normativo; e Remissões internas e externas.

No segundo dia serão tratados temas como alteração de Lei;  Ementa de lei alteradora; e erros e problemas comuns na alteração de atos normativos. Será disponibilizado material próprio para os alunos que inclui  a Lei Complementar nº 611, 3 de fevereiro de 2009;  Lei Complementar Federal nº 95, de 26 de fevereiro de 1998;  Decreto Federal nº 9.191, de 1º de novembro de 2017 e arquivos .doc com formatação padrão para algumas Proposições.

As inscrições podem ser feitas aqui.

Ministrantes:

Juliana Maia: Servidora efetiva da CMPA desde 2007, foi Assessora para Redação Final entre 2011 e 2014 e é chefe da Seção de Redação Legislativa desde 2017. É bacharel em Jornalismo e licenciada em Educação Física pela UFRGS.

Thiago de Moraes: Servidor efetivo da CMPA desde 2014. Lotado na Seção de Redação Legislativa, atua como Assessor para Redação Final. É bacharel, licenciado, mestre e doutor em História pela PUCRS.

 

 

 

 

Escola do Legislativo inicia parceria com Escola Estadual Ernesto Dornelles

 

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli em parceria com a Escola Estadual Ernesto Dorneles, realiza no próximo dia 11 de novembro, às  11h, na Sala Moacyr Scliar do Memorial do RS, dentro de sua programação na Feira do Livro, uma edição extra de seu projeto Clube de Leitura.

O projeto da ELJB promove a leitura e debate sobre obras  e autores e já realizou a leitura da obra de Byung Chul Han, Sobre o Poder ( https://escola.camarapoa.rs.gov.br/?p=3575). Agora terá edição especial dedicada a autores que estarão presentes na Feira do Livro.

O primeiro  convidado é  Huamani Esmério,  da obra Política Ambiental da Educação  e o segundo é Carlos Alberto Soares, autor de Procurando Vestígios.  A iniciativa é decorrente do projeto Maratona da Escola, que em setembro, mês de aniversário da ELJB, procurou escolas da capital para o desenvolvimento de projetos (https://escola.camarapoa.rs.gov.br/?p=3804), entre elas a Escola Estadual Ernesto Dorneles, que sugeriu a iniciativa.

A ideia da iniciativa é aproximar a Câmara Municipal desta escola, localizada nas proximidades do legislativo, para que seus alunos participem dos projetos da ação educativa da Casa. Para isso, a Escola do Legislativo solicitou espaço extra na Feira do Livro para integrar autores convidados pelo projeto Clube de Leitura na sua programação na Feira,  além dos dias previamente cedidos para organização da ação educativa, o que foi atendido pela coordenação da Feira. A atividade tem entrada franca.

Sobre os autores e obras

Huamani Esmério é historiador e professor da Escola Ernesto Dorneles. Autor de Política Ambiental de Educação, a obra apresenta trajetórias, avanços e limites em processo de construção de Política Ambiental de Educação. Esse processo de formação continuada assegurou também a participação da comunidade escolar, apresentando contribuições, mesmo considerando a continuidade e descontinuidade das políticas públicas. Para Esmério, os educadores se formam e se transformam em educadores ambientais, construindo e se constituindo em uma teia de representações, produzindo um movimento permanente de procura, questionamentos e reflexão-ação na construção de um saber ambiental e de uma educação ambiental dialógica, crítica, política e de intervenção. A educação ambiental, em sintonia com a educação freireana na perspectiva da geração de ambiências, possibilita uma ampliação dos trânsitos pela multiplicidade dos saberes. Essa práxis, pesquisa e análise deve ajudar a clarificar este apaixonante campo da educação e todos os envolvidos nesta tarefa sublime de educar e educar-se mediatizados pelo mundo. Esse livro oferece caminhos ao fazer pedagógico cotidiano, na perspectiva da constituição do eco-cidadão planetário, capaz de construir novas éticas, percebendo a Terra como única comunidade.

Carlos Alberto Soares é contabilista e atua junto ao refeitório da Escola Ernesto Dorneles. Autor de Procurando vestígios,  a obra é composta por poesias românticas que falam do dia a dia do ser. O autor deixa clara sua visão diferenciada e observa os detalhes nas relações pessoais e políticas. Através das palavras poéticas, busca demonstrar que o ser é e pode ser transformador. “Hoje é um dia muito emocionante. Estar aqui com os alunos, meus colegas e minha família é muito gratificante. Escrever é um ato solitário, mas que se transforma em fatos universais, pois pode mudar a si e ao ambiente em que se vive”, observa Soares.