Autor: lucioalmeida9

Escola do Legislativo publica nota sobre a necessidade de paz

A Escola do Legislativo, órgão educativo da Câmara Municipal, divulga sua nota em defesa da democracia e defesa da paz para se somar  as manifestações pelo retorno da normalidade em nosso país, estado e cidade após o segundo turno das eleições. Faz isso porque entre seus objetivos de ensino está a defesa do respeito à Constituição, a educação para a paz, a defesa da democracia e do papel que cumprem nesse processo as Câmaras Municipais.

É que para isso é preciso fazereste registro, dirigir-se humildemente a seu corpo de servidores e vereadores com um apelo à paz. Com 15 anos de história, a ELJB completará 16 anos, idade em que já é possivel votar, já é possível manifestar-se politicamente para a defesa do bem comum. Às vésperas de completar 250 anos, a Câmara Municipal sempre defendeu a democracia na cidade. É a maior instituição legislativa municipal da cidade e do estado e sempre foi garantidora do cumprimento da missão que lhe é atribuida pela Lei Orgânica, a de ser a guardiã do Estado democrático de Direito, onde a ELJB nestes 15 anos, espera ter humildemente colaborado.

Grandes Vereadores fizeram parte de sua história nessa missão, à esquerda e a direita do espectro político, como Glênio Peres e João Dib. Essa herança é a de notáveis homens públicos que colocaram em primeiro lugar o interesse da sociedade acima dos interesses partidários, a defesa da harmonia e respeito à divisão dos poderes locais,  defendendo o republicanismo, os direitos sociais e o modelo federativo, responsabilidade compartilhada por esta Escola em seus conteúdos de ensino.

O papel da Escola do Legislativo desde o inicio destas eleições foi disseminar informações à sociedade e a seus atores sobre a importância da defesa da democracia, de que cada voto tem  sua importância, da importância de todos participarem do processo eleitoral com respeito. A ELJB não é apoiadora ou opositora de governos, partidos ou candidatos. Sua autonomia está na defesa de um projeto político pedagógico baseado em princípios da democracia, da ética  e da intransigente defesa do Estado Democrático de Direito através do ensino.

Como escola, defendemos e protegemos a democracia através de nossa agenda de ensino. Temos orgulho e confiança em nossos vereadores, que terão a sabedoria que iluminou os grandes vereadores do passado na defesa do resultado das eleições, do sistema eleitoral para lutar em seus mandatos para trazer paz a sociedade baseado em valores de justiça, respeito à Constituição e defesa do bem comum.

A Escola entende que agora, cada vereador  é também um educador, um educador para a tolerância. As redes sociais ensinaram a uma geração de cidadãos os prazeres da intolerância:  sem distância que as comunicações instantâneas de whatssapp promovem, foi eliminado um valor essencial necessário para o convívio social, o respeito. A internet colabora para o fim do respeito; o diálogo e a conversa olho no olho que os vereadores fazem com seus eleitores o fortalece. Sem respeito, nos tornamos intolerantes, convictos de que as únicas verdades são as nossas, efeitos das bolhas de um lado a outro do espectro politico. Os vereadores tem o privilégio neste momento de ensinarem, por suas falas e ações, a sociedade as virtudes do respeito.

É preciso mais uma vez retomar as artes da política, a sabedoria da política que os vereadores alimentam e que é saber como tolerar as opiniões contrárias as suas. A tolerância não é uma fraqueza, é uma virtude. Ensinar a tolerar as opiniões contrárias é uma atitude sábia desejável neste momento, pois podemos tolerar opiniões diferentes, mas atitudes de racismo, a violência e homofobia não. O intolerante acha que o outro é inferior, o tolerante quer afirmar a igualdade de todos. Esta Escola se dirige a todos para sugerir a importância da adoção de uma postura mais racional e menos fanática diante das opções políticas, mais tolerante de lado a lado com as diferenças, de que cabe a realização sempre frente a ideias diferentes, o amplo debate público sobre ideias com o respeito necessário entre os interlocutores.

Esta Escola sonha em poder participar de um mundo em que o Legislativo possa oferecer a sua comunidade as respostas que estão nas perguntas que hoje ocupam a mente de todos: o que se deve fazer, o que se pode ou não tolerar, o que vale a pena discutir e deliberar? As formas de chegar a concessões é a arte da política, é seu grande valor, e neste momento ele só pode ser feito através do envolvimento de todos em uma cultura de paz que nossos grandes vereadores sempre defenderam e que temos a certeza de que continuarão  a  fazê-lo. A Escola imagina o tema da tolerância sendo discutido por seus vereadores com propriedade,  por seus servidores engajados em seu trabalho e pelos cidadãos que participam da vida do legislativo.

Não é tempo de procurar o conflito, é tempo de procurar a paz. Os vereadores são os melhores atores sociais para esta missão, pois estão perto dos cidadãos, são capazes de apaziguar os seus ânimos e da ter neste momento a sabedoria de apontar que os pontos comuns de nossas crenças são mais importantes que nossas diferenças.  Com estas eleições, mais uma vez, descobrimos que precisamos aprender a conviver uns com os outros. Que precisamos de paz. Mas também da boa política.

Sabemos que o que temos adiante não é fácil. A vida cotidiana é dominada pela competição, inclusive na política. Por esta razão, talvez seja importante nesse momento, além de recuperar as virtudes da paz e da tolerância, recuperar também o  valor da amizade. Existe amizade depois destas eleições? Antes, pessoas de partidos diferentes podiam ser amigas,  depois, a amizade passou a ser utilitarista até quase desaparecer.  Acreditamos que a amizade continua a ser um componente da vida pública. Mais do que uma qualidade interpessoal, a amizade é uma qualidade comunitária, basta lembrar o ideal de Epicuro, o filósofo da antiguidade para quem a cidade era uma comunidade de amigos que se conduziriam pela vida com sabedoria e perfeição.

Como Epicuro chegou a essa concepção? Porque ele definia sua noção de amizade a partir de outra, a fraternidade. Ela é esse sentimento de amor entre irmãos, exatamente como a política deveria ser, o lugar do nascimento de movimentos de vínculos fortíssimos e amizade e de ideal de desenvolvimento local. Vimos que recentemente, ao contrário, a política transformou amigos em inimigos, dividiu famílias, colocou servidores em campos opostos. Isso tem de acabar. Por isso cabe aos atores políticos também a defesa da virtude da amizade contra o egoísmo, as vantagens da solidariedade contra o individualismo e a nós, servidores, o engajamento em processos para a melhoria das relações de trabalho. Os grandes políticos locais sempre foram aqueles que defenderam o igualitarismo, o respeito, que se opõe ao que se reconhece a luta entre o bem e o mal. Os servidores devem acompanhar esse ideal, hoje, todos devemos nos  unir em um projeto para a paz.

É portanto, mais uma vez, hora de retomarmos a normalidade democrática baseado em bons valores, missão de vereadores sábios, e da boa educação, missão que essa Escola humildemente procura atingir. Devemos fazer isso por nós e pelas crianças que sonham com um mundo melhor.

 

 

 

NEPIE/UFRGS E ESCOLA DO LEGISLATIVO DISCUTEM INCLUSÃO NO ESPAÇO DO LEGISLATIVO

Equipe do NEPIE/UFRGS.

Na manhã desta quinta-feira, o Coordenador de Cursos da Escola do Legislativo Julieta Battistioli Jorge Barcellos reuniu-se com a Coordenadora do Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar NEPIE/UFRGS, a Profa. Cláudia Rodrigues de Freitas.  O objetivo foi dar continuidade as atividades da ELJB no campo das políticas da inclusão no interior da Câmara MunicIpial. Barcellos relatou os avanços das políticas de inclusão do parlamento, como o aumento do número de estagiários do Programa de Trabalho Educativo da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, bem como atividades realizadas em parceria com aquele programa, como a palestra realizada pela Dra. Rosa Harzheim sobre sexualidade na adolescência (informações aqui) . Cláudia Freitas relatou as origens do NIEPIE, as experiências de produção de produtos de acessibilidade a partir da experiência internacional.

Após o debate, ficou acertado que a ELJB entrará em contato com a FADERS para tratar da fundamentação legal para a futura elaboração de um projeto de acessibilidade a ser apresentado à Mesa Diretora da Câmara Municipal por ocasião das comemorações dos 250 anos da Casa. Além disso, ficou combinada uma visita de integrantes do Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar da UFRGS para elaboração de sugestões relativas ao espaço da câmara para ampliar a política de inclusão da Casa. “Há uma lei nacional defendendo a política de inclusão, e a partir de coisas simples, como adequações nas páginas na internet dos diversos órgãos, já é possível faze-los”, afirmou Cláudia Freitas. Para Jorge Barcellos, “a Câmara já realiza políticas de inclusão de longa data. A pandemia interrompeu esta política, que a ELJB quer modestamente resgatar”.

Sobre o NEPIE:

O Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão escolar (NEPIE) tem suas origens associadas ao ano de 1998 e ao contexto do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS, na Linha de Pesquisa “Educação especial e processos inclusivos”. Trata-se de um Grupo de Pesquisa composto por docentes, pesquisadores, estudantes de cursos de Graduação e de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) com foco na área da Educação Especial. Nosso ponto de partida é a aposta na educabilidade de todas as pessoas e no investimento em processos educacionais que assegurem a escolarização por meio da valorização dos espaços comuns de ensino, garantindo os apoios educacionais especializados, quando necessário. Nossos principais investimentos tem sido aqueles ligados aos processos de formação de profissionais da Educação e à pesquisa envolvendo as políticas de inclusão escolar. Para a realização dessas metas, temos recorrido a parcerias teóricas que nos auxiliam na busca de compreender os fenômenos educativos como complexos, imprevisíveis e constituídos historicamente. Além da análise das políticas associadas aos sistemas públicos brasileiros, realizada em parceria com outras universidades, procuramos conhecer outros contextos com base em interações que contemplam instituições de países como a Itália, o México e Moçambique. Em termos de temáticas de abrangência, em sintonia com os estudos acerca das políticas educacionais, nosso trabalho tem se dirigido às temáticas: inclusão escolar; atendimento educacional especializado; formação de professores; práticas pedagógicas e configurações do currículo; medicalização da infância e da vida; escolarização e trajetórias de pessoas com deficiência mental/intelectual, com autismo, com cegueira e com surdez.

Sobre Cláudia Rodrigues de Freitas

Pedagoga, Mestre em Educação pela Unisinos (1998). Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui Formação em Psicopedagogia pela Escuela Psicopedagógica de Buenos Aires EPsiBA – Formación En Psicopedagogia Clínica. Realizou Pós-Doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul na área de Inclusão Escolar (2013). Realizou Pós-doutorado na Università degli Studi di Cagliari – It (2019). É Professora na Faculdade de Educação da UFRGS e no PPGEdu/UFRGS onde Coordena a linha de Pesquisa no âmbito do Programa de Pós- Graduação: Educação Especial, Saúde e Processos Inclusivos. Coordena o Coordena Laboratório de Tecnologia Assistiva (FACED/UFRGS). Foi membro da Comissão de Pesquisa da Faculdade de Educação (3/12/2017 a 28/03/2019). É membro da Comissão de Pós-Graduação (COMPÓS) no PPGEDU-UFRGS. É professora no Programa de Pós Graduação Stricto Sensu – Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em Cognição, Tecnologias e Instituições da UFERSA. As pesquisas e produções têm sido voltadas para área de Inclusão Escolar, Tecnologia Assistiva com uso de Comunicação alternativa no espaço escolar, e produções com interlocução entre Educação e Saúde Mental Coletiva. É líder do Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar NEPIE -UFRGS (Grupo de pesquisa CNPq dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6695606539613038). Pesquisa financiada e concluída pela Universal 2016-2020 CNPq. Pesquisa financiada pela FAPERGS 2019 – 2023

Fotografia política é tema de mesa redonda

Na próxima quarta-feira, às 14h, a Escola do Legislativo Julieta Battisttiolli, em parceria com Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,  encerra o ciclo de palestras “250 anos de Porto Alegre” com uma mesa redonda.  Com o tema “A fotografia na reconstrução da  história política local”, estarão presentes o coordenador do Laboratório Fotográfico da Câmara Municipal de Porto Alegre e professor da Escola do Legislativo, Élson Sempé Pedroso,   além da Professora Cornélia Eckert, professora do Curso de Antropologia e coordenadora do NAVISUAL, e César Vieira, professor do Curso de Arquitetura e integrante do Gedurb.

Para Jorge Barcellos, coordenador de Curso da Escola do Legislativo ” a iniciativa foi um sucesso, combinando palestrantes da universidade e com servidores da Casa, o que mostra a qualidade das equipes do legislativo e seu reconhecimento junto a um órgão de excelência, o ILEA. Isto é muito importante, pois aponta para a administração a necessidade de investir ainda mais na qualificação de seus servidores”, finaliza. A atividade será realizada no auditório do ILEA (Av. Bento Gonçalves, 9.500).  A entrada é franca.

Sexualidade na adolescência é tema de palestra

 No próximo dia 19 de outubro, às 14 horas, a Escola do Legislativo Julieta Battistioli e o Programa de Trabalho Educativo da Secretaria Municipal de Educação realizam a palestra “Adolescência e Sexualidade: Prevenção de IST e contracepção”.

A palestrante é a Dra. Rosa Harzheim, Médica do Ambulatório da Câmara Municipal de Porto Alegre. A atividade faz parte da política da Escola do Legislativo de inclusão social e visa oferecer aos jovens que participam do PTE da Secretaria informações básicas sobre sexualidade.

Para Cristina Chagas, coordenadora do PTE, “Grande parte dos jovens que ingressa em nosso projeto de educação para o trabalho carece de informações do campo da educação sexual numa idade em que a  transformação de seus corpos é mais evidente”.

Para Jorge Barcellos, Coordenador de Cursos da Escola do Legislativo e autor do livro “A Pedagogia de Eros” (Editora Clube dos Autores, 2021),  “a Educação Sexual é uma necessidade, especialmente nessa idade, e faz parte das políticas públicas de educação oferecer informações básicas a respeito. É o que estamos fazendo”, diz.

Escola do Legislativo manifesta pesar pelo falecimento de Sérgio da Costa Franco

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli vem a público manifestar seu pesar pelo falecimento do Professor Sérgio da Costa Franco. O historiador por diversas vezes esteve na Câmara Municipal de Porto Alegre para palestrar sobre a história do legislativo na Semana de Aniversário da Câmara Municipal realizada no mês de setembro, ou por necessidade de pesquisa para seus inúmeros livros. Franco era um entusiasta da leitura das Atas da Câmara Municipal depositadas no Arquivo Histórico Moysés Velhinho, enriquecendo seus livros sobre Porto Alegre com inúmeros detalhes fascinantes das Atas da Câmara, a qual sempre fazia referência, especialmente nos verbetes de seu Guia Histórico de Porto Alegre.

Com a Câmara Municipal, Franco manteve estreitas relações com a Seção de Memorial, onde se socorria para obter informações constantes dos Anais da Câmara e ou processos legislativos mais antigos. O último contato de Franco com a Câmara foi através da visita feita pelo servidor Jorge Barcellos, da Escola do Legislativo, que lhe levou um exemplar da Agenda de Aniversário de 250 anos de Porto Alegre, publicação que teve origem na obra de Franco e que o historiador elogiou. Veja o relato da visita aqui

Livros de Sérgio da Costa Franco

  • 1955: “Biografia de José Bonifácio” (ed. Globo)
  • 1967: “Júlio de Castilhos e sua época” (ed. Globo)
  • 1975: “Quarta página” (crônicas, ed. Movimento)
  • 1975: “Soledade na história” (ed. CORAG)
  • 1977: “Ruas mortas” (crônicas, ed. Movimento)
  • 1980: “Origens de Jaguarão, 1790-1833” (ed. Universidade de Caxias do Sul)
  • 1981: “Achados e perdidos” (crônicas, Martins Livreiro Editor)
  • 1983: “Porto Alegre e seu comércio” (Ed. Associação Comercial de Porto Alegre)
  • 1988: “Porto Alegre: guia histórico” (ed. UFRGS)
  • 1990: “Em paz com a vida” (crônicas, ed. ARI / CORAG)
  • 1993: “A guerra civil de 1893” (ed. UFRGS)
  • 1996: “A pacificação de 1923: as negociações de Bagé” (ed. UFRGS)
  • 1998: “Getúlio Vargas e outros ensaios” (ed. UFRGS)
  • 1998: “História ilustrada do Rio Grande do Sul” (co-org. com Arno Kern, ed. Zero Hora)
  • 2000: “Gente e espaços de Porto Alegre” (ed. UFRGS)
  • 2000: “Porto Alegre sitiada” (ed. Sulina)
  • 2001: “Gente e coisas da fronteira sul” (ensaios históricos, ed. Sulina)
  • 2003: “Santa Casa, 200 anos” (com Ivo Stigger, ed. Santa Casa)
  • 2004: “Os 170 anos do parlamento gaúcho – crônicas históricas” (Assembléia Legislativa do RS)
  • 2004: “Os viajantes olham Porto Alegre” (com Valter Antonio Noal Filho, ed. Anaterra)
  • 2006: “As californias do Chico Pedro” (ed. Evangraf)
  • 2006: “Maragatos – o Partido Federalista Rio-grandense” (Secretaria da Cultura)
  • 2008: “A velha Porto Alegre” (crônicas e ensaios, ed. Canadá)
  • 2008: “Memórias de um escritor de província” (ed. Evangraf)
  • 2010: “Dicionário político do Rio Grande do Sul” (ed. Suliani)
  • 2012: “Criminosos e suspeitos perante a Junta de Justiça” (ed. Evangraf)
  • 2013: “Ensaios de história política” (ed. Pradense)
  • 2013: “Porto Alegre ano a ano: uma cronologia histórica, 1932-1950” (ed. Letra & Vida)

 

 

Escola do Legislativo e Escola do CIESS detalham parceria

Os servidores Jorge Barcellos, da ELJB e Giancarla Brunetto, da Escola do CIESS. Foto de Anne Krummenauer

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli da Câmara Municipal de Porto Alegre (ELJB-CMPA) reuniu-se, na manhã desta quinta-feira, com a Escola do Centro Interdisciplinar de Educação Social e Socioeducação da Faculdade de Educação da  Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CIESS-FACED-UFRGS). O CIES visa a promoção e realização de projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão dentro e fora da universidade no campo da  produção de conhecimento visando ações de educação permanente para estudantes, professores e outros profissionais.

Com público externo idêntico a Escola do Legislativo, as atividades também poderão beneficiar os agentes políticos e servidores da Câmara Municipal, segundo Barcellos, servidor da ELJB: “A tramitação de um acordo de cooperação entre ambas instituições é um processo demorado e sujeito a vários ajustes entre as partes. Uma das exigências da administração do Legislativo é o não investimento de recursos próprios, o que já faz parte do corpo do projeto”, diz.

Segundo Giancarla Brunetto, Coordenadora da Escola do CIESS, está prevista o lançamento de uma coleção, inicialmente no formato e-book, intitulada “Formação:  Conversas em Direitos Humanos”. Composta inicialmente por três volumes, o primeiro é intitulado “Conversas em Direitos Humanos”; o segundo,  “Cinema, Direitos Humanos e Educação Social” e o terceiro “Palavras sobre palavras”,  que reúnem textos oriundos dos diversos projetos do CIESS, como Rodas de Conversas, Cine Ciess e Círculos de Leitura. Para Giancarla Brunetto,  “a coleção está muito boa, é atual. Esperamos poder fazer, além do  e-book, a impressão das obras com a conquista de novos parceiros. Aí, o apoio do Legislativo é muito importante”, diz a servidora.

Para Barcellos, a participação do legislativo no projeto é importante para o parlamento: “O tema dos direitos humanos já faz parte da agenda da Câmara, que possui uma Comissão Permanente que inclui o tema; por outro lado, temos o desejo sugerir a inclusão de um quarto volume à coleção assim que o Convênio for finalizado, com o tema Educação Política, já presente no currículo da socioeducação. E essas publicações devem ocorre ao longo de 2023, ano do aniversário de 250 anos da Câmara Municipal e poderão, se a administração quiser, fazer parte da programação, o que torna ainda mais importante a publicação física”, conclui.

SOBRE

Giancarla Brunetto

Giancarla Brunetto é Doutora em Filosofia, na área de Ética e Filosofia Política pela Universidade Católica Portuguesa, Centro Regional de Braga, Portugal. Mestre em Educação com indicação de Louvor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Bacharel e Licenciada em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Atua na área de educação em direitos humanos, mais especificamente, desde o ano de 2006, quando realizou formação como Especialista em Direitos Humanos pela UFRGS e Escola Superior do Ministério Público. Criou a Liga dos Direitos Humanos na UFRGS, através da qual foram realizadas diversas ações: programa radiofônico de entrevistas com especialistas, educadores, ativistas em direitos humanos; ciclo de filmes e debates em temas alusivos aos direitos humanos; fóruns de direitos humanos em âmbito estadual; realização de Aulas Abertas em parques e praças de Porto Alegre; produção de documentários, curtas e média-metragens; idealização do “Itinerantes” – Capacitação para defensores de direitos humanos, com realização de aulas abertas, ciclos de filmes e gravações de depoimentos em todas as macro-regiões do Estado do Rio Grande do Sul; edição do Jornal Itinerante; publicação do livro “Os hereges temas em direitos humanos, ética e diversidade” (Brunetto, G., Brotto, M., Rodrgues, A. Porto Alegre: Armazém Digital, 2010); publicação do livro “A utopia antecipada dos direitos humanos. Ação directa na educação em direitos humanos” (Brunetto, G., Lisboa: Ex-Libris, 2014). Produtora cultural, é diretora da Escola do CIESS da Faculdade de Educação da UFRGS. Principais áreas de atuação: Ética e educação em direitos humanos, utopia e direitos humanos, cinema e direitos humanos.

Escola do Centro Interdisciplinar de Educação Social e Socioeducação – CIESS

A Escola do Centro Interdisciplinar de Educação Social e Socioeducação – Escola do CIESS –  é um órgão que visa a promoção e realização de ações de Ensino, Pesquisa e Extensão dentro e fora da universidade. A Escola do CIESS tem como objetivos, a promoção da formação acadêmica e  as ações de educação permanente para estudantes, professores e outros profissionais, além de realizar protocolos de cooperação, convênios e intercâmbio acadêmico, técnico e cientifico com instituições congêneres nacionais e internacionais, dentre outros. O

Faculdade de Educação-FACED

Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS

Av. Paulo Gama, s/nº Prédio 12201

CEP 90046-900 Porto Alegre RS Brasil

CONTATO: ciess@ufrgs.br

 

 

 

 

Orientação legal nas campanhas é responsabilidade dos partidos

Fachada do TRE RS

Hoje, 14, a Escola do Legislativo Julieta Battistioli reuniu-se com a Escola Judiciária Eleitoral Ministro Paulo Brossard de Souza Pinto do TRE/RS. O objetivo foi finalizar o encontro iniciado no dia 8 de agosto, que propunha a realização de uma palestra para os vereadores sobre legislação eleitoral. O tema atendia ao oficio do Presidente do Legislativo, Vereador Idenir Cecchin, e tinha como objetivo instrumentalizar os diversos vereadores, que são candidatos na atual eleição, sobre o que pode ou não ser feito em termos de campanha eleitoral.

Participaram do encontro o servidor Carlos Cavalcante, da Escola Judicial, e Jorge Barcellos, da Escola do Legislativo. Barcellos surpreendeu-se com o fato de que, após análises internas, a Escola Judiciária sente-se impedida de realizar o evento: “somos a parte julgadora do processo eleitoral e, portanto, precisamos ter atuação independente e isenção na relação aos candidatos. Entendemos que é atribuição das assessorias jurídicas dos partidos políticos a orientação sobre o que pode ser feito e o que não pode ser feito em termos das campanhas”.

Questionado se servidores do legislativo poderiam realizar a tarefa se solicitados,  a resposta de Cavalcante foi negativa: “recomendo que não. Isso pode suscitar acusação aos vereadores de uso da máquina pública”. O servidor elogiou o rigor do tratamento da matéria e a sua base legal, e ambas escolas mantém diálogo aberto para projetos futuros. “Agora temos clareza sobre quem deve orientar os candidatos, e isso é positivo. A relação entre as escolas para futuro é promissora”, diz Barcellos

Leia aqui a primeira reunião de organização com o TRE RS

 

Maratona visita colégios Mesquita e Paula Soares

 

Professor Ralf Schibelbein agenda serviços educativos do Legislativo para a Rede Marista e para a Escola Técnica Mesquita.

Supervisora de Ensino, Rosane Turco, irá divulgar a ação educativa do legislativo para os professores do Colégio Paula Soares

No dia de hoje, a Escola do Legislativo Julieta Battistioli iniciou sua programação de aniversário. Criada em 13 de setembro de 2007, a ELJB completa 15 anos nesta semana. Para comemorar a data, foi organizado um cronograma de visitas à escolas e instituições, com o objetivo de divulgar a ação educativa da Câmara Municipal de Porto Alegre.  O projeto intitulado “Maratona da Escola”  irá disseminar os serviços educativos realizados pela Escola do Legislativo e pela Seção de Memorial, compostos  pelos seguintes projetos: Plenária do Estudante, Exposições Itinerantes, Visita Orientada, Câmara vai à Escola, Universidade Aberta, Grêmio em Forma, Olimpíada de Ciência Política e Rota Política. “É o mais completo e abrangente projeto educativo de uma câmara municipal oferecido gratuitamente à comunidade e poucas escolas o conhecem”, afirma o servidor Jorge Barcellos, responsável pelo projeto Maratona da Escola.

Barcellos visitou duas escolas para detalhar o funcionamento dos projetos específicos da ação educativa. Na primeira, a Escola Técnica Mesquita, localizada na Avenida Estrada do Forte, 75, bairro Cristo Redentor, foi recebido pelo professor de história Ralph Schibelbein, que atende também escolas da Rede Marista de educação. O profissional mostrou-se muito interessado nos projetos e, de imediato, solicitou 2 serviços. O primeiro, da Seção de Memorial, intitulado Plenária do Estudante, e, o segundo, da Escola do Legislativo, a palestra ” A politica como projeto de vida”, do projeto Universidade Aberta. “Como professor de história, fui indicado para ministrar a disciplina de Projeto de Vida, recém incluída no currículo com  a reforma do ensino médio e a palestra é de grande importância para a área”, diz Schibelbein.

A segunda escola visitada pelo servidor foi o Colégio Estadual Paula Soares, localizada na Rua General Auto, 68, bairro Centro Histórico. Ali, foi recebido pela Supervisora de Ensino Rosane Turco. A supervisora afirmou que tais projetos educativos são muito importantes para a escola: “Faremos uma reunião com os professores da área para mostrar as propostas. Tenho certeza que se interessarão”, disse.  Para Barcellos, divulgar a ação educativa é uma estratégia de trabalho importante para a Escola do Legislativo neste segundo semestre, visando retomar o contato com a comunidade, visto a redução da pandemia:  “É um processo de duas vias, já que as instituições de ensino também estão retomando sua normalidade. O aniversário da Escola deve visar a aproximação com seu público. É isso que estamos fazendo, o nosso “tema de casa”, retomando a divulgação da ação educativa da Casa e, nesse sentido, a maratona é uma atividade de divulgação fundamental”, finaliza o servidor.

SERVIÇO

Maratona da Escola:

O que é:  visita a escolas e instituições de ensino com vistas a divulgação da ação educativa da Câmara Municipal de Porto Alegre

Onde: escolas e órgãos de ensino da capital

Quando: de 13 a 16 de setembro

Realização: Escola do Legislativo

Confira as próximas atividades da Escola

14/09 – 14h – Visita ao Sindicato dos Professores das Escolas Particulares (Av. João Pessoa, 919) → informações aqui.

15/09 – 14h – Visita à Escola Técnica Parobé. (Av. Loureiro da Silva, 945)

16/06 – 16h30 – Visita à SMED (Rua dos Andradas, 680)

AÇÃO EDUCATIVA DA ESCOLA DO LEGISLATIVO

Veja informações aqui

AÇÃO EDUCATIVA DA SEÇÃO DE MEMORIAL

Veja informações em  aqui

 

 

 

 

 

Primeira Live sobre História da Câmara Municipal contextualiza legado português

As sedes das câmaras municipais no período colonial eram construções modestas. Foto: Camara de São Paulo.

Foi realizada no dia de hoje, às 9h, a primeira live da série de três que trata da história da Câmara Municipal de Porto Alegre. Ministrada pelo servidor Jorge Barcellos, a live apresentou os resultados da pesquisa do autor em seu doutoramento em educação. Para Barcellos, para contextualizar as políticas publicas do poder legislativo, é necessário entrar no campo da história porque existem determinantes estruturais do funcionamento do parlamento hoje que advém do passado.

Utilizando a contribuição de Raymundo Faoro em “Os Donos do Poder”,  o servidor extraiu da obra os aspectos relativos à história das câmaras municipais. Barcellos destacou que o objetivo de Faoro não foi construir uma história política local, mas nacional e que o exercício de retirar do texto do autor as passagens em que fala das Câmaras Municipais enriquece o que conhecemos sobre o parlamento local.

O servidor saliento que, em que pese o fato de que a argumentação de Faoro ser ainda hoje debatida no campo das Ciências Sociais, em especial o peso que dá ao patrimonialismo na formação capitalista brasileira e na formação política do pais, entende que sua concepção sobre a história das Câmaras Municipais continua válida em seus aspectos centrais: a de que as Câmaras Municipais se formam no contexto de luta política das instituições nacionais no contexto de dominação do antigo sistema colonial português;  de que os cidadãos viam nas Câmaras Municipais um espaço de ascensão das cidades; de que, em sua estrutura burocrática, os vereadores, procuradores e escrivãos constituiram a base da sua estruturação de norte a sul do país.

Barcellos destacou que a abordagem de Faoro é, infelizmente, marcada pela história das câmaras das cidades do centro-norte do país, especialmente São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, sem dados relativos a Câmara Municipal de Porto Alegre. Entretanto, o modelo de desenvolvimento proposto pelo autor é util à análise da trajetória da Câmara de Porto Alegre “sem o modelo de Faoro, não poderíamos visualizar as contradições de exercer o poder político local, as lutas pela autonomia da cidade e a representação real que os chamados  “homens bons” exerceram. Para conhecer a história política do país e das câmaras municipais, sua leitura é imprescindível”, diz Barcellos. A próxima live tratará da história mais recente do legislativo e das abordagens teóricas e temáticas sobre o parlamento na próxima terça-feira, às 9h. A live será em breve disponibilizada no canal da Escola.

 

Ato simbólico de comemoração do aniversário de 249 anos da Câmara Municipal de Porto Alegre

confraternização é ato simbólico de comemoração do aniversário

No dia 6 de setembro, às 16 horas, a Escola do Legislativo promoverá, em sua sala de aula, um ato simbólico de comemoração ao aniversário de 249 anos da Câmara Municipal de Porto Alegre. Será feita uma roda de conversa sobre a importância do legislativo para a cidade, a importância dos 249 anos do parlamento e discutido o sentimento de pertencimento dos servidores às vésperas de completar seus 250 anos em 2023. Um bolo adquirido com recursos dos próprios servidores da Escola irá finalizar o ritual de comensalidade entre os presentes.